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10/08/2011

Beleza ou Inteligência

(tá explicado porque balada pra mulher gata é de graça)
 

 Após debater sobre este tema, percebi que muitas pessoas - e só não acuso-as de serem a maioria por falta de dados quantitativos - associam a beleza à ignorância e a feiura a inteligência. Pois bem, esse é o tema de hoje: será a "burrice" pré-requisito da beleza? Sinceramente, não acredito nisso, creio que seja ingenuidade pensar que uma pessoa desenvolve menos os neurônios porque nasceu com uma aparência considerada bela perante sua sociedade. O que me parece mais plausível entretanto, é o fato de as pessoas feias terem uma necessidade maior de serem inteligentes.

Acompanhem meu raciocínio: Temos discutido nos post anteriores que a beleza realmente facilita a entrada por algumas portas. Principalmente para as mulheres que sabem explorá-la e não tem vergonha disso. Vamos a um exemplo prático. Aquela aluninha linda que se veste muito bem e que fica depois da aula todos os dias com o professor, "estudando" sempre se dá bem nas provas (exceto nas matérias cujos professores são mulheres). Uma pessoa feia já não teria essa possibilidade, ou ela estudaria pra valer ou seria reprovada. Pois bem, isso e apenas um exemplo e como tal não se aplica em todas as circunstancias. Mas creio que ficou claro, mais uma vez, a utilidade da beleza em nossa sociedade.

Expostas a esta facilidade, as pessoas bonitas não tem necessidade de desenvolverem tanta inteligência e isso é natural do ser humano. Se você faz um curso de inglês, mas não pratica, logo seu cérebro vai descartar aquele habilidade, sobrando o conhecimento básico. É igual com a inteligência dos belos, que não precisam ser usadas e acabam sendo "descartadas". Pelo mesmo motivo também muitas pessoas bonitas não são tão simpáticas. Vamos a outro exemplo prático - eu adoro exemplos porque vemos isso toda hora em nosso dia a dia e é inegável. Imaginem um mulherão pra ninguém botar defeito, vestida para matar. Essa pessoa precisa ser simpática para arrumar companhia sexta-feira à noite? Você realmente acredita que ela precisará pagar para conseguir ingressos para boate? Acha que ela vai voltar de ônibus para casa? Agora imaginem a mesma situação com uma mulher feia, negra e gorda. Alguém vai negar a diferença? Com certeza, se a gordinha conseguir voltar para casa de carro, será pela simpatia, pode crer!

É esse tipo de coisa que acaba com os valores de uma sociedade. Antigamente as pessoas valorizavam, por exemplo em um cantor, o talento. Hoje em dia Hannah Montana não canta porra nenhuma - na minha opinião particular -, mas é loirinha, clarinha e o mais importante: norte-americana. Jonas Brothers   idem. E não é questão da música ser boa ou não, porque ai entra a inteligência dos compositores (feios). Esse tipo de coisa está entre nós e inclusive, nas igrejas, dentro dos cultos e celebrações religiosas. Ou alguém vai negar isso também? Acho que a beleza já está tão supervalorizada que acaba justificando métodos torturantes de alteração da aparência. Justificando pessoas que morrem por overdose de remédios para emagrecimento. Justificando jovens enfermos por fazerem utilização de hormônio para cavalo como forma de ganho de massa muscula. 

Por: Um Lugar Escuro

CONTATO: umlugarescuro@gmail.com
 

04/08/2011

Post Deprê

Ultimamente tenho buscado ler emoções alheias, identifica-las com as minhas e as que mais me tocam, compartilho aqui. Espero a sua participação para deixar aqui suas razões, emoções e sentimentos. Não fuja, desabafe, todos nós estamos aqui pelo mesmo motivo.

Deixo aqui um texto de Isabel:

Morre lentamente quem não vira a mesa quando está infeliz no trabalho, quem não arrisca o certo pelo incerto atrás de um sonho, quem não se permite, uma vez na vida, fugir dos conselhos sensatos.
Já perdi a conta de quantas vezes me queixei aqui do meu trabalho. De quantas vezes já disse que odiava cada momento que passo de volta das malditas contas, dos balancetes, das reconciliações bancárias. Também já perdi a conta das vezes que, sem sucesso, tentei "virar a mesa". Ou talvez não tenha tentado o suficiente. Talvez as minhas tentativas de mudar sejam na realidade um pouco frouxas, sem ânimo, sem garra. Não sei. 

Mais de metade dos meus colegas de turma da faculdade estão, tal como eu, a trabalhar noutras áreas que não a tradução. Sei de turmas inteiras em que ninguém conseguiu trabalhar na área. Com estes dados desisto e tento convencer-me que terei que viver para sempre na frustração de um trabalho que não me preenche e ainda por cima me faz infeliz. Com o país mergulhado numa crise como há muito não se via, fica mais difícil para quem tem pouca coragem como eu, largar tudo e correr à procura do sonho. 

Às vezes sinto-me mesmo a morrer lentamente. Esta semana tem sido especialmente dura. A minha inata incapacidade para os números está à flor da pele, logo quando tinha que estar bem enterrada e mascarada de uma vontade de ferro de conseguir vencê-los, os malditos números.

A única coisa que me anima são umas mini-férias no horizonte com uma escapadinha ao país vizinho. Até lá tenho que me ir aguentando.

Isabel. (http://vaimelhorarisa.blogspot.com)

CONTATO: umlugarescuro@gmail.com